Título: Meu nome é Amanda
Autor(a): Amanda Guimarães
Editora: Plataforma 231
Páginas: 136
Ano: 2016
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Com mais de 245 mil inscritos em seu canal no Youtube e vídeos que alcançam mais de um milhão de visualizações, a youtuber Mandy Candy conta sua história em livro. Nascida em Gravataí, no Rio Grande do Sul, Amanda nasceu num corpo de menino do qual sempre se sentiu desconectada. Ela juntou dinheiro e aos 19 anos, com o apoio da mãe, foi para a Tailândia fazer a cirurgia de redesignação sexual. Em seu canal no Youtube, ela fala, entre outras coisas, sobre feminismo e identidade de gênero, e faz enorme sucesso entre os adolescentes. No livro, Mandy conta tudo sobre bullying, sua fase de transição e sua trajetória até se tornar uma das youtubers mais conhecidas da internet.
Bom, aqui estou eu para a primeira de algumas resenhas que pretendo fazer sobre livros de Youtubers que li nos últimos tempos. Uns eu li por vontade minha, outros por precisar filtrar antes do Arthur ler. De todos, esse sem dúvida era um dos que eu mais queria ler.
Já faz algum tempo que acompanho o canal da Mandy no Youtube, lembro que fui parar lá por acaso com alguma indicação de algum outro canal e acabei gostando MUITO da forma que ela fala sobre transexualidade e outros temas por achar que atinge bem os jovens. Além disso, atrai pessoas como eu que sente a necessidade de falar sobre coisas atuais e de uma forma dinâmica, pra isso eu estou sempre acompanhando o universo juvenil, afinal daqui a pouco meu filho estará nessa fase.
Inicialmente tive vontade de ler o livro da Mandy por curiosidade, para saber como a pessoa chega a conclusão de que está no corpo errado, que algo não se enquadra e o que acontece a partir daí até a cirurgia de redesignação sexual. Lembro de recentemente ter lido uma matéria sobre algum estudo que está acontecendo no Brasil com crianças e fiquei muito interessada pois mesmo eu sendo aberta para esses debates, percebi que eles pouco aconteciam ou que eu nunca me aproximava deles.
Em Meu nome é Amanda somos convidados a conhecer parte da trajetória da Amanda em sua descoberta como mulher que começa ainda na infância, com os parentes e pessoas próximas percebendo que havia algo diferente nela, mas nem assim tornando as coisas mais fáceis, mesmo cercada do amor dos irmãos e da mãe, houveram momentos de dúvida e angústia. Se a adolescência já é uma fase da vida perturbadora para quem não tem dentro de si um conflito de gênero, imagina como é se descobrir algo que foge dos padrões?
Eu me sentia culpada por esse sentimento, principalmente porque sempre escutava dos amigos e da família, especialmente de parentes mais velhos, o quanto ser gay era errado e que homem é homem e mulher é mulher. Nasceu assim, é assim que é, e ponto.
Com uma linguagem acessível e um relato sincero que faz com que o leitor se sinta próximo da trajetória difícil da Amanda, esse livro consegue transmitir uma mensagem que eu demorei muito pra entender lendo artigos a respeito de transexualidade, que é a de que somos o que somos por mais que, às vezes, isso parece errado e dói aceitar. Não há como definir o outro pelo que nós somos, precisamos amar o outro pelo que ele é, sem focar nos rótulos de certo e errado que estamos acostumados a lidar.
Uma das partes do livro que mais mexeram comigo é quando a irmã da Amanda da sua voz a um capítulo e deixa nítida a importância da família não só nesse caso de transição, mas em momentos difíceis que a vida parece estar de ponta cabeça e não deveríamos passar por eles sozinhos, mas sim com amor.
O livro foi sem dúvida uma grata surpresa, não esperava gostar tanto da leitura e nem ler tão rápido como foi mesmo sendo um livro com poucas páginas. Não é um livro que mudou a minha vida, mas com certeza pode mudar vidas e famílias que estejam dispostas a superar as barreiras da vida com amor, estejam abertas a repensar a si e as suas relações. Sem dúvida recomendo a leitura não só para as pessoas que acompanham o canal dela, mas aquelas que querem saber mais sobre o tema e estejam com a mente e o coração abertos para isso.
Tive o prazer de conhecer essa pessoa fofa e gentil que é a Amanda na Bienal do Livro em SP. Confesso que fiquei feliz de poder opinar sobre o livro diretamente pra ela.
Uma das partes do livro que mais mexeram comigo é quando a irmã da Amanda da sua voz a um capítulo e deixa nítida a importância da família não só nesse caso de transição, mas em momentos difíceis que a vida parece estar de ponta cabeça e não deveríamos passar por eles sozinhos, mas sim com amor.
... Espero que sua história possa alcançar pessoas que, assim como eu, já tiveram "pré-conceitos", para que entendam que ter um filho ou irmão transexual não é o fim do mundo... mas o recomeço de uma história com final feliz.
O livro foi sem dúvida uma grata surpresa, não esperava gostar tanto da leitura e nem ler tão rápido como foi mesmo sendo um livro com poucas páginas. Não é um livro que mudou a minha vida, mas com certeza pode mudar vidas e famílias que estejam dispostas a superar as barreiras da vida com amor, estejam abertas a repensar a si e as suas relações. Sem dúvida recomendo a leitura não só para as pessoas que acompanham o canal dela, mas aquelas que querem saber mais sobre o tema e estejam com a mente e o coração abertos para isso.
Tive o prazer de conhecer essa pessoa fofa e gentil que é a Amanda na Bienal do Livro em SP. Confesso que fiquei feliz de poder opinar sobre o livro diretamente pra ela.
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