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Resenha: A Extraordinária Viagem do Faquir que Ficou Preso num Armário Ikea, de Romain Puértolas (@editorarecord)




Título: A Extraordinária Viagem do Faquir que Ficou Preso num Armário Ikea
Autor(a): Romain Puértolas
Editora: Record
Páginas: 256
Ano: 2014
Skoob | GoodReads
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A figura de um faquir está associada à meditação, ao treinamento e à magia. Mas, no caso de Ajatashatru Ahvaka Singh, é mais provável que o público se depare com truques e trapaças. A última de suas artimanhas foi convencer sua aldeia a pagar por uma viagem a França para adquirir a Camadepregösa, um modelo de cama de pregos vendida pela Ikea. Só que ele não contava em ficar preso dentro de um dos armários da loja. Nem que o móvel seria despachado para outro país. Assim, o faquir e seu turbante partem para uma aventura, ainda que involuntária, pelo mundo, fazendo uma horda de inimigos, alguns amigos e aprontando muitas confusões pelo caminho.

O indiano Ajatashatru (pronuncie como quiser) é um faquir, aqueles homens que encantam cobras e ficam sentados em pose de lótus usando turbantes, que embarcou numa viagem para a Europa financiada pelo povo de sua vila. O objetivo? Comprar uma cama de pregos. Em meio a falcatruas e trapaças, o faquir embarca numa aventura que nem imaginava: ficar preso dentro de um armário e viajar pelo continente europeu. 

A Extraordinária Viagem do Faquir que Ficou Preso num Armário Ikea está entre os livros mais legais de 2014, com certeza. A história curta e bem aproveitada escrita pelo autor Romain Puértolas me conquistou logo no começo. A história é daquelas que logo de cara é possível se identificar e saber que será uma leitura agradável.

O faquir Aja (apelido carinhoso, porque digitar aquele nome é complicado) foi um personagem de longe “peculiar”. As atitudes dele são as mais malucas: como uma nota de 100$ (a única levada para a viagem) impressa apenas de um lado segura com um fio de nilon invisível para enganar as pessoas. É assim que o ponta pé inicial da aventura é dado, e diga-se de passagem, da maneira mais cômica possível.

A narrativa foi um show à parte. Às vezes, por mais que o livro tenha algum ponto negativo, se a narração me ganhar e conseguir me entreter, a história ganha pontos comigo. Romain fez metáforas e comparações interessantes, com um humor polido e inteligente. Num capítulo ele compara os batimentos cardíacos do personagem à uma bateria em pleno carnaval da Sapucaí. Pela situação de Aja no momento eu achei a comparação genial e engraçada. Por ter uma origem estrangeira e usar muitos nomes diferentes, o livro contém vários parênteses explicando como pronunciar os nomes, mas de forma engraçada. Falando em nomes, impossível não destacar os dois deles: Miranda-Jéssica e Tom Cruise-Jésus Cortés Santamaria. Peculiares, não?

- O armário que vimos nas imagens? (..)
- Foi despachado...
- Despachado?
- É, despachado. Enviado. (...)
- Para o Reino Unido...
Todos engoliram em seco juntos.
Cada um com sua garganta, é claro"
Página 63

A exploração do tema imigração é o foco do livro. A cada passagem de Aja por países europeus situações são colocadas de maneira cômica mas que mostram como é difícil a vida de um imigrante. De país em país vi como as leis são diferentes para cada um e como complicam muitos trâmites. Aja criou cumplicidade com algumas pessoas que encontrou pelo caminho e arrumou um inimigo também. Esses laços foram responsáveis pelas situações cômicas e tensas também no desenvolver da trama. 

A Extraordinária Viagem do Faquir que Ficou Preso num Armário Ikea foi uma surpresa, das mais agradáveis possível. Romain acertou em tudo, na dosagem das situações vividas pelo faquir e no desfecho do livro. Apesar de não ter sido um final muito crível, ficou engraçado e inusitado. Ou seja, leitura mais que recomendada para quem quer uma boa dose de humor e diversão.

Esse livro foi cedido pelo Grupo Editorial Record.

Post por Lucas Souza.

Obs.: Esse post não é um publieditorial, mas compras efetuadas a partir de alguns dos links contidos aqui, geram renda para o blog.

Resenha: Um rapaz adequado, de Vikram Seth (@editorarecord)

Por Lucas Souza



Título: Um rapaz adequado
Série: Um rapaz adequado - Livro 1
Autor(a): Vikram Seth
Editora: Record
Páginas: 672
Ano: 2014
Skoob | GoodReads
Compre: Buscapé
Através da saga de uma mãe em busca de um bom partido para a filha, Vikram Seth recria a vida na Índia pós-colonial, um país que tenta reunir diferentes religiões e línguas sob uma identidade nacional. Neste primeiro volume, somos apresentados a quatro famílias que ilustram a sociedade indiana da época: os elitistas Kapoor, os excêntricos e intelectuais Chatterji, os tradicionais Khan e os urbanos Mehra. É neste cenário que Lata precisa escolher seu futuro marido. Os pretendentes se apresentam, mas somente um deles se casará com a jovem – por amor ou por persuasão materna. · Um rapaz adequado, considerada uma das maiores obras em língua inglesa, foi vencedora dos prêmios Commonwealth Writers Prize e WH Smith Literary Award. · 
“Esse romance, tão vasto e repleto de personagens adoráveis, é um livro que merece milhões de leitores adequados.” – The Guardian
“Vikram Seth é o melhor autor de sua geração.” – The Times

A busca de Rupa Mehra por Um Rapaz Adequado para casar Lata não está fácil. Sua filha mais nova não quer se casar, mas, sim, se formar numa grande universidade indiana. Enquanto essa busca acontece, a vida de Rupa e sua família se entrelaça na de mais três famílias, com histórias ricas e conflitantes. 

Um Rapaz Adequado tem como tema central a busca de um bom casamento para uma filha. Existe, além dessa trama, mais três famílias que compõe a história: Kapoor, Khan e Chatterji. De forma um tanto direta essas famílias têm algo em comum. Essas ligações vão surgindo ao decorrer do livro e pude desvendar os mistérios dos membros importantes de cada família.

Resenha: Austenlândia, de Shannon Hale (@editorarecord)

Por Lucas Souza



Título: Austenlândia
Autor(a): Shannon Hale
Editora: Record
Páginas: 240
Ano: 2014
Skoob | GoodReads
Compre: Buscapé
Jane Hayes tem 33 anos e mora na Nova York atual. Bonita, inteligente e com um bom emprego, ela guarda um um segredo constrangedor: é verdadeiramente obcecada pelo Sr. Darcy. Embora sonhe com ele, os homens reais com os quais se depara são muito diferentes dos que habitam sua fantasia. Justamente por isso, ela decide deixar de lado sua vida amorosa e aceitar seu destino: noites solitárias aconchegada no sofá assistindo a Colin Firth em seu DVD. Porém, esses não são os planos que sua rica e velha tia-avó Carolyn, tem para a moça. A única a descobrir o segredo de Jane deixa, em seu testamento, férias pagas para a sobrinha-neta na Austenlândia. A ideia é que Jane tenha uma legítima experiência como uma dama no início do século XX e consiga se livrar de uma vez por todas de sua obsessão. Contudo, para isso, ela terá que abrir mão do celular, da internet e até do uso de sutiãs em troca de tardes de leitura, espartilhos e... a companhia de belos cavalheiros.

Imaginem um lugar para fãs de Jane Austen em que todo o mundo criado por ela é possível. Imaginaram? Jane, de 33 anos, nova-iorquina e solteirona vai para lá. Depois de ganhar uma viagem de sua tia avó, a moça apaixonada por Colin Firth na adaptação de Orgulho e Preconceito e colecionadora dos livros e filmes de Austen, embarca num avião direto para a Europa. Lá ela vai fantasiar durante dezoito dias todo o mundo do Sr. Darcy. Mas essa aventura irá renovar Jane tanto por dentro quanto por fora, e será capaz de fazer com que ela descubra que os homens não podem e nunca serão cópias exatas de personagens criados em livros.

É sério, uma mulher de 30 e poucos anos não deveria sonhar acordada com um personagem fictício de um mundo de 200 anos de idade a ponto de influenciar sua vida e seus relacionamentos reais e muito mais importantes.
Página 16