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Uma manhã na Editora Companhia das Letras (@ciadasletras)



Dia 22 de agosto de 2014 além do primeiro dia da Bienal Internacional do Livro de SP, foi também dia dos blogs parceiros visitarem a sede da Companhia das Letras em São Paulo.


Tivemos a oportunidade de conhecer os diversos setores da editora e conversamos um pouquinho com cada pessoa que participa da produção de um livro da editora, seja ele físico ou digital. Dentre os momentos mais interessantes do bate-papo, devo destacar a conversa que tivemos com umas das editoras responsáveis por publicações de não-ficção que nos contou como funcionava o processo de produção de um livro antigamente.



Vocês conseguem imaginar uma máquina gigantesca que usa tintas, moldes, tipografia e pressão para marcar as páginas de um livro? (mais informações aqui) - pois, era exatamente assim que que um livro era produzido quando não existia o computador para facilitar a nossa vida. Ela também falou um pouco sobre a dificuldade de colocar estes livros antigos no mercado novamente, já que o custo é tão alto que às vezes fica difícil conseguir investimento, sem contar nos livros que tem ilustrações/fotografias, onde não se sabe nem a fonte já que os direitos autorais é algo do mundo moderno.


Outro ponto alto do tour, foi quando chegamos ao setor responsável pela publicação dos livros digitais e discutimos um pouco acerca dos preços destes livros e o motivo deles serem praticamente o mesmo preço do livro físico, principalmente aqui no Brasil. Nos explicaram que apesar da diminuição do custo por não imprimir o livro, há outros custos com a produção do e-book que acaba quase igualando o preço. Não sei se você já pensou nisto, mas o livro físico e o e-book tem suas particularidades e aquele papo de "é só converter" é totalmente falacioso.

Nem preciso dizer que fiquei encantada, tanto com o carinho depositado em cada livro, quanto pela paixão que vi nos olhos e nas palavras de cada um dos profissionais envolvidos.

No final do tour/bate-papo nós ganhamos uma ecobag; os lançamentos do mês: O Pintassilgo e 1 página de cada vez; a prova do novo livro de E. Lockhart, Mentirosos, marcadores, bottons e um lápis!



Resenha: A Extraordinária Viagem do Faquir que Ficou Preso num Armário Ikea, de Romain Puértolas (@editorarecord)




Título: A Extraordinária Viagem do Faquir que Ficou Preso num Armário Ikea
Autor(a): Romain Puértolas
Editora: Record
Páginas: 256
Ano: 2014
Skoob | GoodReads
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A figura de um faquir está associada à meditação, ao treinamento e à magia. Mas, no caso de Ajatashatru Ahvaka Singh, é mais provável que o público se depare com truques e trapaças. A última de suas artimanhas foi convencer sua aldeia a pagar por uma viagem a França para adquirir a Camadepregösa, um modelo de cama de pregos vendida pela Ikea. Só que ele não contava em ficar preso dentro de um dos armários da loja. Nem que o móvel seria despachado para outro país. Assim, o faquir e seu turbante partem para uma aventura, ainda que involuntária, pelo mundo, fazendo uma horda de inimigos, alguns amigos e aprontando muitas confusões pelo caminho.

O indiano Ajatashatru (pronuncie como quiser) é um faquir, aqueles homens que encantam cobras e ficam sentados em pose de lótus usando turbantes, que embarcou numa viagem para a Europa financiada pelo povo de sua vila. O objetivo? Comprar uma cama de pregos. Em meio a falcatruas e trapaças, o faquir embarca numa aventura que nem imaginava: ficar preso dentro de um armário e viajar pelo continente europeu. 

A Extraordinária Viagem do Faquir que Ficou Preso num Armário Ikea está entre os livros mais legais de 2014, com certeza. A história curta e bem aproveitada escrita pelo autor Romain Puértolas me conquistou logo no começo. A história é daquelas que logo de cara é possível se identificar e saber que será uma leitura agradável.

O faquir Aja (apelido carinhoso, porque digitar aquele nome é complicado) foi um personagem de longe “peculiar”. As atitudes dele são as mais malucas: como uma nota de 100$ (a única levada para a viagem) impressa apenas de um lado segura com um fio de nilon invisível para enganar as pessoas. É assim que o ponta pé inicial da aventura é dado, e diga-se de passagem, da maneira mais cômica possível.

A narrativa foi um show à parte. Às vezes, por mais que o livro tenha algum ponto negativo, se a narração me ganhar e conseguir me entreter, a história ganha pontos comigo. Romain fez metáforas e comparações interessantes, com um humor polido e inteligente. Num capítulo ele compara os batimentos cardíacos do personagem à uma bateria em pleno carnaval da Sapucaí. Pela situação de Aja no momento eu achei a comparação genial e engraçada. Por ter uma origem estrangeira e usar muitos nomes diferentes, o livro contém vários parênteses explicando como pronunciar os nomes, mas de forma engraçada. Falando em nomes, impossível não destacar os dois deles: Miranda-Jéssica e Tom Cruise-Jésus Cortés Santamaria. Peculiares, não?

- O armário que vimos nas imagens? (..)
- Foi despachado...
- Despachado?
- É, despachado. Enviado. (...)
- Para o Reino Unido...
Todos engoliram em seco juntos.
Cada um com sua garganta, é claro"
Página 63

A exploração do tema imigração é o foco do livro. A cada passagem de Aja por países europeus situações são colocadas de maneira cômica mas que mostram como é difícil a vida de um imigrante. De país em país vi como as leis são diferentes para cada um e como complicam muitos trâmites. Aja criou cumplicidade com algumas pessoas que encontrou pelo caminho e arrumou um inimigo também. Esses laços foram responsáveis pelas situações cômicas e tensas também no desenvolver da trama. 

A Extraordinária Viagem do Faquir que Ficou Preso num Armário Ikea foi uma surpresa, das mais agradáveis possível. Romain acertou em tudo, na dosagem das situações vividas pelo faquir e no desfecho do livro. Apesar de não ter sido um final muito crível, ficou engraçado e inusitado. Ou seja, leitura mais que recomendada para quem quer uma boa dose de humor e diversão.

Esse livro foi cedido pelo Grupo Editorial Record.

Post por Lucas Souza.

Obs.: Esse post não é um publieditorial, mas compras efetuadas a partir de alguns dos links contidos aqui, geram renda para o blog.

Resenha + Sorteio: PDM, de Stephen Wallenfels (@BertrandBrasil)


Por Gleice Couto.




Título: PDM
Série: PDM (nome provisório) - Livro 1
Autor(a): Stephen Wallenfels
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 280
Ano: 2014
Skoob | GoodReads
Compre: Buscapé
PDM apresenta a história de dois adolescentes que lutam para escapar de um ataque alienígena. Alternando a narrativa entre a voz de Megs e a de Josh, o autor revela ao leitor o quanto a humanidade é capaz de lutar pela sobrevivência e como os seres humanos podem acabar se mostrando inimigos ainda mais perigosos do que os invasores desconhecidos.


Tá rolando uma vibe alienígena na literatura ou é impressão minha? No último mês, vários livros com o tema vieram parar na minha mão, assim como soube de tantos outros que estão para serem lançados. Mas, tudo bem. Eu gosto bastante. E com PDM (Editora Bertrand Brasil), estreia do norte-americano Stephen Wallenfels, não foi diferente. Gostei tanto que nem fiquei chateada em saber que é o primeiro de uma série (fobia de séries, atualmente).

As buzinas se confundem com as sirenes. Um homem tropeça e cai no chão. Os carros passam por cima do pobre coitado como se ele fosse um quebra-molas. Grito para que os carros parem, mas ninguém me ouve. – PDV Megs


Resenha: Austenlândia, de Shannon Hale (@editorarecord)

Por Lucas Souza



Título: Austenlândia
Autor(a): Shannon Hale
Editora: Record
Páginas: 240
Ano: 2014
Skoob | GoodReads
Compre: Buscapé
Jane Hayes tem 33 anos e mora na Nova York atual. Bonita, inteligente e com um bom emprego, ela guarda um um segredo constrangedor: é verdadeiramente obcecada pelo Sr. Darcy. Embora sonhe com ele, os homens reais com os quais se depara são muito diferentes dos que habitam sua fantasia. Justamente por isso, ela decide deixar de lado sua vida amorosa e aceitar seu destino: noites solitárias aconchegada no sofá assistindo a Colin Firth em seu DVD. Porém, esses não são os planos que sua rica e velha tia-avó Carolyn, tem para a moça. A única a descobrir o segredo de Jane deixa, em seu testamento, férias pagas para a sobrinha-neta na Austenlândia. A ideia é que Jane tenha uma legítima experiência como uma dama no início do século XX e consiga se livrar de uma vez por todas de sua obsessão. Contudo, para isso, ela terá que abrir mão do celular, da internet e até do uso de sutiãs em troca de tardes de leitura, espartilhos e... a companhia de belos cavalheiros.

Imaginem um lugar para fãs de Jane Austen em que todo o mundo criado por ela é possível. Imaginaram? Jane, de 33 anos, nova-iorquina e solteirona vai para lá. Depois de ganhar uma viagem de sua tia avó, a moça apaixonada por Colin Firth na adaptação de Orgulho e Preconceito e colecionadora dos livros e filmes de Austen, embarca num avião direto para a Europa. Lá ela vai fantasiar durante dezoito dias todo o mundo do Sr. Darcy. Mas essa aventura irá renovar Jane tanto por dentro quanto por fora, e será capaz de fazer com que ela descubra que os homens não podem e nunca serão cópias exatas de personagens criados em livros.

É sério, uma mulher de 30 e poucos anos não deveria sonhar acordada com um personagem fictício de um mundo de 200 anos de idade a ponto de influenciar sua vida e seus relacionamentos reais e muito mais importantes.
Página 16

Especial: 4 coisas que você deve saber sobre a publicação de livros infantojuvenis no Brasil

Por Ronize Aline


Publicar um livro não é tarefa fácil. Que o diga o autor inédito que busca uma oportunidade de fazer sua obra chegar até os leitores. Mas a publicação é um processo que começa bem antes da assinatura do contrato com a editora. E com os livros infantojuvenis não é muito diferente, apesar de guardarem algumas particularidades. Confira abaixo algumas características do mercado de livros infantojuvenis no Brasil.