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Resenha: A fofa do terceiro andar, de @cleobusatto (@galerarecord)




Título: A fofa do terceiro andar
Autor(a): Cléo Bussato
Editora: Galera Júnior
Páginas: 144
Ano: 2015
Skoob | GoodReads
Compre: Buscapé | Submarino
Primeiro juvenil da escritora Cléo Busatto, autora de mais de 20 livros, a maioria infantis. "A fofa do terceiro andar" é a história de Ana, uma menina acima do peso, mas cheia de opinião, que se muda para uma escola nova, começa a sofrer bullying dos colegas e acaba desenvolvendo uma depressão. Quando o ano recomeça, ela muda de turma e conhece um menino que não se importa com o peso dela e eles começam a namorar. A família dele é meio hippie e ele ensina a ela que, mesmo fora dos padrões ela é bonita.
Confesso que me apaixonei perdidamente por essa capa assim que o livro chegou aqui em casa, estava tentando cumprir a #MLI2015 e ele ficava ali na estante me chamando e óbvio que acabei me rendendo. Além da capa fofa, a sinopse era bem convidativa, diferente de tudo que eu tinha lido anteriormente e isso me encheu de expectativa.

Nesse livro a autora Cléo Bussato nos apresenta Ana Vitta, uma adolescente acima do peso e que sofre com isso, não pelo peso em si, mas pelos estereótipos e as situações que as pessoas ao seu redor criam em cima disso, incluindo o termo a fofa do terceiro andar. O livro inicia quando após uma situação dolorosa, Ana começa a escrever em um caderno uma espécie de diário para poder desabafar sobre a sua nada mole vida.

...Comecei um caderno agora. Uma espécie de diário. Não sei quando vou terminar. Preciso desabafar. Preciso falar, mas não quero críticas. Quero apenas que me ouça. Caderno não fala.
Página 9

Ana tem 14 anos e como todo adolescente, tem muitos conflitos para serem resolvidos. Longe de serem conflitos incomuns, afinal todos nós passamos por essa fase de aprender a se aceitar, se amar, ir atrás do que nos faz feliz. O único - e enorme - agravante é que ela sofre demais por não aceitar seu corpo, seu peso. Na verdade, fica evidente que para ela ninguém vai aceitá-la como ela é, não só no aspecto amoroso, mas também interfere na forma que ele faz amigos.

Ana Vitta é uma garota amável, alegre e confiante. Saudável, apesar de gorda. Tímida, sim. Mas não há nada errado com ela, a não ser uma incapacidade de se aceitar como é.
Página 34

Ana é aquela menina que nos encanta mesmo com todo esse baixo astral inicial, comecei a torcer por ela desde o primeiro parágrafo. Em muitos momentos quis abraçá-la e dizer que tudo ficaria bem logo de tão crível que a personagem é. Quando ela começa a se redescobrir, imaginar o que ela pode se tornar dá ao leitor um incentivo a mais para continuar. Achei incrível isso acontecer em um livro tão curto, tanto que mesmo com toda a correria de julho, consegui concluí-lo em apenas dois dias. A escrita poética e leve da Cléo com certeza foi o que tornou isso possível.

Eu li um livro que relacionava o ato de andar com a ideia de peregrinação, uma imagem poética que lembra o movimento de caminhar para dentro, caminhar em direção à alma.
Página 32

Como se pode esperar de um livro de 144 páginas, "A fofa do terceiro andar" é uma leitura rápida e leve, mas ficou longe de ser uma das minhas favoritas como eu imaginava pela sinopse. Eu esperava que a Ana se redescobrisse de uma forma diferente da que a autora propôs e isso me decepcionou um pouco, porém não é nada que desmereça a leitura, muito pelo contrário, a história tem um grande potencial, só não foi compatível com a minha expectativa.

A história fala sobre bullying sim, mas ela transmite mensagens que vão além do impacto disso na vida de alguém, mostra a importância do amor da família e de outras pessoas queridas para ajudar a superar essa dor, além de mostrar que o primeiro passo sempre tem que vir de nós. Mas como teremos coragem para dar o primeiro passo se ao nosso redor não existirem elementos para isso?


Sem dúvida quero ler outro livro da autora, recomendo demais esse tanto para adolescentes quanto para pais de adolescentes pela carga emocional e pelas reflexões que propõe. Livros como esse me fazem pensar em como parece que está cada vez mais difícil ser adolescente, como logo mais terei um adolescente por perto, acho maravilhoso entender um pouco mais como eles pensam.

Obs.: Esse post não é um publieditorial, mas compras efetuadas a partir de alguns dos links contidos aqui, geram renda para o blog.

Resenha: As MAIS 4 - Toda Forma de Amor, de @patbarboza (@Verus_Editora)




Título: As MAIS 4
Subtítulo: Toda Forma de Amor
Série: As MAIS
Autor(a): Patrícia Barboza
Editora: Verus
Páginas: 163
Ano: 2014
Skoob
Compre: Buscapé | Submarino | Amazon
No quarto volume da série As MAIS, acontecimentos surpreendentes vão fazer com que a mais fofa e meiga do quarteto repense o significado da palavra amor. A Ingrid, a I das MAIS, descobre que esse sentimento pode ir muito além do romance. O que será que vai acontecer para que ela perceba que uma palavra tão pequena esconde significados gigantescos? E o Centro Educacional Machado vai torcer para o seu próprio popstar! O Eduardo será o grande representante da escola no reality show Internet Pop Music. Se bem que o colégio mais movimentado do Rio de Janeiro esconde mais um artista famoso. Ou serão dois? Hummm… É claro que a Mari, a Aninha e a Susana serão as grandes companheiras da Ingrid nessa redescoberta do amor. Mergulhe nas novas histórias dessa turma inseparável e descubra que toda forma de amor vale a pena!

Apesar da minha "muita" idade, ainda me apaixono por histórias adolescentes voltadas para meninas como uma certa frequência, principalmente quando são bem desenvolvidas como é o caso da série As MAIS da Patrícia Barboza que eu acompanho desde 2012 quando foi lançado o primeiro livro.

Nesse quarto volume da série, a autora nos aproxima um pouco mais da Ingrid que é o I das MAIS que é, sem dúvida, a mais romântica e amorosa das meninas. Desde quando soube que cada uma teria um livro seu, sempre imaginei que a Patrícia falaria sobre amor no da Ingrid de uma forma fofa e que nos fizesse entender sobre as paixões adolescentes, mas felizmente não foi apenas isso e eu sai surpreendida dessa história. Apenas pra relembrar, MAIS é a sigla carinhosa para o grupo composto por Mari, Aninha, Ingrid e Susana que são amigas inseparáveis.

A Patrícia fez questão de explorar as relações familiares da Ingrid, mostrando a importância dos laços dela com a mãe e a irmã, além do carinho imenso que ela sente pelo padrasto que a criou depois do falecimento de seu pai com um carinho de filha mesmo. Além disso, uma nova situação mostra pra ela o quanto ela sempre foi amada e como poderia ter sido diferente quando alguém surge para mostrar uma nova forma de amor pra ela. A narrativa em primeira pessoa nos deixa próximos da personagem o suficiente para entender todos esses conflitos e torcer para que ela consiga se compreender com tantos sentimentos em jogo.



Em paralelo com esse monte de sentimentos novos que a Ingrid vai aprender a conviver, tem a participação do Eduardo, namorado da Suzana, no reality show Internet Pop Music que agita não só a rotina das garotas no colégio, mas também afeta a amizade, até então, inabalável delas. Fiquei apreensiva pra saber se no fim tudo daria certo e agora estou curiosa pra saber o que a Pat reserva para a Suzana no quinto livro da série. Além de tudo isso, ainda tem pessoas colhendo as vantagens da fama que apareceu tão inesperadamente para elas.


Uma das cenas que mais mexeram comigo, foi quando a Jéssica, irmã da Ingrid, a questiona sobre o amor que ela sente por ela e quando ela escolhe uma forma mais suave de explicar para a pequenina sobre as crianças que ela cuida na ONG. O cuidado que a autora teve para criar essas situações complexas e transmiti-las de uma forma leve, só reforçam o que eu já senti lendo os outros livros.


A minha única ressalva é que, assim como no terceiro, as ilustrações internas não são mais coloridas na cor da capa, mas os desenhos permanecem lindos e complementam bem a história quando é preciso.

Apesar não ter falado muito sobre a história por medo de dar spoilers, eu ainda recomendo muito os livros para as minhas amigas e para todas as pessoas que querem presentear meninas entre 10 e 15 anos, é uma série que certamente elas vão se identificar em algum momento e pode ajudar até mesmo adultos a compreenderem melhor essas meninas. Estou ansiosa pelo próximo, espero que o quinto livro traga um desfecho bem bacana para a série.

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Resenha: A dentadura do Seu Mokó, de Thiago Lopes (@CallisEditora)



Título: A dentadura do Seu Mokó
Autor(a): Thiago Lopes
Editora: Callis
Páginas: 40
Ano: 2014
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Seu Mokó levantou cedinho e foi ao banheiro, com bengala e dentadura na mão. Mas o que o velhinho não imaginava era o que viria depois, tudo por causa de um momento de distração! Xiii... O que será que aconteceu?

Essa semana recebi alguns livros da Editora Callis, mas assim que olhei pra esse falei preciso saber o que acontece aqui. Pode ser que o principal motivo é o tom azul da capa que é muito chamativo (ao menos pra mim que adoro azul), mas a dentadura me deixou muito curiosa afinal é um objeto (?) pessoal comum e que com certeza todo mundo tem ou teve algum tipo de receio em algum momento da vida.

O livro nos apresenta a aventura do Seu Mokó que em uma manhã como qualquer outra, caminha até o banheiro com a sua bengala e a dentadura sem nem desconfiar a aventura que está prestes a começar.



A partir daqui você já podem imaginar o tamanho da confusão para recuperar a dentadura do Seu Mokó. Claro que ele não vai conseguir sozinho e precisa contar com a ajuda de outras pessoas que enchem o banheiro da casa dele em busca de uma solução enquanto a sua dentadura se aventura com as "criaturas" que estão por ali.


Apesar de ser um livro curto e ser voltado ao público infantojuvenil,  A dentadura do Seu Mokó pode facilmente atrair e entreter adultos pois com um enredo envolvente e super engraçado ele envolve facilmente qualquer leitor. O que ajuda o livro a cativar diferentes públicos além do texto, são as ilustrações que tem um toque mais sóbrio em alguns momentos pelas poucas cores e infantil em outros com os "monstros" coloridos que aparecem em alguns momentos.


O Thiago também fez um detalhe bacana no interior da capa e da contra capa com várias dentaduras que achei muito interessante por ter me causando uma sensação diferente em relação ao objeto. Sim, eu consegui achar a dentadura "fofa" nesses desenhos, rs. 


Sem dúvida é um livro que eu recomendo muito, principalmente para quem quer mostrar a alguma criança como usar uma dentadura pode ser uma aventura ou até mesmo para despertar na criança a vontade de ler já que muitas acham uma chatice qualquer livro.  

Esse livro foi cedido pela Editora Callis.

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Resenha: Picta Mundi, de Gleice Couto (@MPessoais)




Título: Picta Mundi
Autor(a): Gleice Couto
Páginas: 284
Ano: 2014
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"Já pensou se existisse um universo paralelo dentro de quadros, repleto de segredos, perigos e aventuras? Você o enfrentaria por quem ama? Letícia, sim." 
A vida da jovem Letícia virou de cabeça pra baixo após a morte de Raul, seu pai. Até mesmo o colégio onde estuda, o renomado Dippel – um reduto de jovens prodígios, perdeu a pouca graça que tinha. Mas as coisas começam a mudar quando descobre que o desaparecimento de Felipe, o aluno mais promissor do colégio, e a morte de Raul poderiam estar interligados. Daniel, irmão de Felipe, afirma que Raul pode estar vivo, mas, assim como seu irmão, preso em um mundo paralelo dentro de quadros, Picta Mundi. Ao que tudo indica, porém, Raul desaparecera ao procurar os objetos mágicos que os libertariam daquele universo. Agora, somente Letícia pode ajudá-los. Para isso, terá que entrar em Picta Mundi e, junto com Felipe, procurar por seu pai e reunir os itens mágicos. A tarefa não será nada fácil. Em meio a várias aventuras em quadros que retratam momentos da história do Brasil, como os bailes de máscara do início do século XX ou uma aldeia de índios tupinambás no século XVI, eles terão seus conhecimentos e coragem testados em enigmas, passagens secretas, e confrontos com seres perigosos, liderados pelo maligno Donato, que também está atrás dos itens mágicos, mas com o objetivo de usá-los para o mal: dominar Picta Mundi.

Posso dizer sem medo que Picta Mundi é um livro que sempre acreditei no potencial, não só por ser fruto do trabalho de uma pessoa tão querida, mas também por toda a dedicação que sei que ela teve (e ainda tem) com esse projeto. Lembro que depois de muito insistir, Gleice me liberou os primeiros capítulos apenas para me deixar curiosa e devorei em pouco mais de uma hora para depois implorar pelo restante até que ela liberasse pra mim em dezembro de 2013, mas não sem antes jurar que não vazaria nada sobre a história. E desde então venho guardando esses sentimentos só pra mim e vocês nem imaginam o quão libertador é poder enfim falar sobre isso

Resenha: Álbum duplo, de Paulo Henrique Ferreira (@editorarecord)




Título: Álbum duplo
Autor(a): Paulo Henrique Ferreira
Editora: Record
Páginas: 176
Ano: 2013
Skoob | GoodReads
Compre: Buscapé | Submarino
O romance conta a história do jovem Marlo Riogrande, que se depara com a situação de ter magoado e perdido sua namorada, Marcela. Neste fundo do poço, Marlo lida com as questões que o impedem de crescer: o sexo, as drogas legais e ilícitas, o sufocante ambiente de trabalho e, após ser abandonado por Marcela, uma vida sem boas perspectivas. Com uma narrativa em primeira pessoa, o protagonista convida o leitor a ser o elemento onipresente da história e entrelaça suas reflexões com uma trilha sonora espetacular de rock and roll, além de outras referências da literatura, cinema e cultura pop. O livro sugere uma trilha sonora com 51 canções – de Beatles a Belchior – que formam a espinha dorsal da narrativa. Com ajuda das canções, Marlo Riogrande coloca em xeque suas dúvidas e inseguranças, respaldado pelos fatos e esclarecedores diálogos com diferentes personagens que surgem ao longo da história. Com claras influências de Nick Hornby e Fernando Sabino, Paulo Henrique Ferreira traz uma proposta de leitura com um texto leve, que facilita a experiência do leitor. Porém, o texto toca em temas atuais e delicados, como a “baixa fidelidade” de uma geração plenamente conectada, as ansiedades de uma vida urbana e desafiadora, e as dificuldades que muitos jovens adultos têm para abandonar suas próprias inseguranças e entrarem – de uma vez por todas – na vida adulta.

Sabe aqueles livros que a gente fica com vontade ler pensando que ele será de um jeito e durante a leitura percebemos que não é nada daquilo? Bem foi assim que eu me senti lendo Álbum duplo.

Marlo Riogrande namora uma mulher perfeita, tão perfeita que ele acredita que Marcela é muito para ele e que quando menos esperar, ela estará lhe dizendo adeus. Por ter esse pensamento equivocado ele acaba aprontando poucas e boas com a gata e ela não perdoa quando descobre. E aí começa a fossa sem limites de Marlo fazendo com que ele repense não só tudo de ruim que ele fez ao relacionamento dele com ela, mas tudo que ele fez na vida dele até então.

Resenha: Pedro Noite, de Caio Riter (@EditoraBiruta)




Título: Pedro Noite
Autor(a): Caio Riter
Ilustrador: Mateus Rios
Editora: Biruta
Páginas: 32
Ano: 2011
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Compre: Buscapé
Mais Informações
Pedro Noite é um garoto como os outros que vivem a descoberta de si mesmo. Mas sua história é atravessada por imagens que não o retratam, por um canto misterioso e por histórias que fazem parte de Pedro, mas que ele ainda não conhece.

Tenho lido tantos livros e contos infantis ultimamente que penso até que já li sobre todos os temas possíveis para o meu filho, mas com esse livro percebi que ainda estou longe de ter abordado tudo com ele. Um tema que ainda não tinha sido abordado em casa era o racismo e Pedro Noite veio em maravilhoso momento, já que aconteceu uma situação recente perto do Arthur e ele já sabia exatamente o que era por 'culpa' dessa leitura.

Pedro, nosso protagonista da vez, é um menino negro que mora com a sua 'quase vó' e acha estranho a foto que ele tem em casa com seu pai, não parecer muito com ele. Na foto a pele dele é branca como o dia, no espelho negra como a noite.  Mas não é isso que vai fazê-lo pensar no porque ele é diferente e sim as atitudes de outras crianças em relação as suas origens que acaba deixando ele confuso.

Resenha: O amor é outra coisa, de Edson Aran (@geracaobooks)



Título: O amor é outra coisa
Autor(a): Edson Aran
Editora: Geração Editorial
Páginas: 160
Ano: 2013
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Compre: Buscapé | Submarino
O amor é outra coisa” se tornou o “meme” mais famoso do Twitter, ganhando milhares de seguidores, apesar do insistente apelo do seu autor, várias vezes tuitado e retuitado: “Não me siga, também estou perdido”. O “meme” (espécie de vírus cultural que se instala na cabeça das pessoas e começa a se reproduzir sozinho) virou febre e todo mundo começou a copiá-lo. Agora, o seu criador, Edson Aran, reúne neste livro toda a série “o amor é outra coisa” e também vários outros pensamentos igualmente inúteis sobre a dor da existência, o sentido da vida, os descaminhos da humanidade e a busca da felicidade, juntando o melhor do seu amor e do seu humor. Divirta-se com as tiradas nada sutis deste livro, que não ensina coisa alguma, mas nos faz rir de tudo. O humor, afinal, é algo que, uma vez dentro de você, faz o seu coração bater melhor. Ou melhor, não é não. O nome disso é marca-passo. O humor é outra coisa.



O que mais me fez querer ler esse livro foi ter visto várias frases sobre O amor é outra coisa nesses anos de internet e achei que seria bacana ter alguns deles na minha estante, além de algumas outras frases bem humoradas para ler de vez em quando por distração. E posso dizer que esse desejo o livro satisfaz, mas só.


Resenha: O Mundo de Marguerite Sülever, de Mylena Araújo (@EditoraSeloJove)




Título: O Mundo de Marguerite Sülever
Autor(a): Mylena Araújo
Editora: Selo Jovem
Páginas: 170
Ano: 2013
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1814 França, Lyon, lar do senhor Sülever um homem ganancioso e cruel. Marguerite sua única filha ganha o desprezo do pai ao nascer e seu berçário torna-se o leito de morte de sua mãe, com ódio e tristeza em seu coração, Senhor Sülever evita tudo e a todos, trancando-se em sua grande biblioteca. Com o passar dos anos a pequena miss Marguerite, como é chamada por sua governanta Suellen, tem o pai como um completo estranho, mas nem tudo está perdido, a pequenina tem a companhia de seus fiéis primos Freana e William. Ao completar seus 14 anos de idade, a jovem Marguerite finalmente tem um final feliz e misterioso.


Com apenas 13 anos, a pequena Marguerite tem tudo o que muitos podem querer é filha de um homem muito rico, tratada por sua governanta Suellen como uma princesa, tem dois primos maravilhosos como companhia - Freana e William - só que mesmo assim é muito infeliz devido a rejeição que sofre por parte de seu pai que não aceita que sua mãe , nada menos que seu grande amor, faleceu para que ela pudesse nascer. E por isso ela cresce com a ausência do pai, consequente uma ausência de amor.

Resenha: O navio negreiro, de Castro Alves




Título: O navio negreiro
Autor(a): Castro Alves
Apresentação: Nei Lopes
Ilustrações: André Cortês
Editora: Escrita Fina
Páginas: 48
Ano: 2012
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Outro grande abolicionista de Castro Alves, Retrata a Crueldade a que eram submetidos os escravos na travessia atlântica. Ricamente ilustrado. Apresentação de Nei Lopes. Ilustrações André Côrtes.


O navio negreiro está longe de ser algo inédito, mas acredito que é um poema que mexe com as pessoas sempre que é lido por trazer um texto tão delicado e realista, afinal foi um desabafo escrito em forma de poema. Quando digo que gosto de poesia, algumas pessoas pensam que me prendo apenas as que falam de amor, mas saibam que gosto de todos os tipos de poemas, inclusive esse que lembro que foi exaustivamente estudado na minha época de Ensino Médio por uma professora que adorava comparar fatos daquele período com o que acontece hoje em dia não só no Brasil, mas no mundo inteiro.

Resenha: Te pego na saída + Não atravesso a rua sozinho, de @Carpinejar




Autor(a): Fabrício Carpinejar
Coleção: Vida em pedaços
Editora: Edelbra
Páginas: 96 / 112
Ano: 2013
A Coleção Vida em Pedaços apresenta as lembranças de infância de Fabrício Carpinejar. Nestas crônicas, os acontecimentos cotidianos ganham de volta a magia perdida com a chegada da vida adulta.



Apesar de ler crônicas avulsas do Carpinejar por muitos anos, nunca tinha parado para ler um livro dele até o ano passado quando tive a oportunidade de ler Espero Alguém que gostei tanto que tive que ler duas vezes para conseguir falar aqui no blog sobre ele.


Resenha: Cartas para um pai, de Janaína Rico




Título: Cartas para um pai
Autor(a): Janaína Rico
Editora: Modo
Páginas: 200
Ano: 2013
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Juliana achou que suas férias em João Pessoa renderiam apenas fotos e boas lembranças, mas não foi assim que as coisas se desenrolaram. Uma gravidez inesperada alterou toda a sua vida e, para se comunicar com o pai do bebê, as cartas foram a melhor escolha. Um livro emocionante e envolvente, sobre amores e a formação de uma nova vida.

Juliana é uma jovem de 23 anos, prestes a terminar a faculdade resolve se dar de presente uma viagem de 30 dias para João Pessoa na Paraíba. No seu primeiro dia lá ela conhece Anderson e uma paixão arrebatadora cai sobre eles. Eles vivem 30 dias de sexo, poesia, bebidas e maconha. Mas tudo que é bom dura pouco e Juliana precisa voltar para Brasília, sua cidade de origem, passadas duas semanas de sua volta ela descobre que o inesperado aconteceu, ela está grávida. Depois de muito pensar ela decide contar a Anderson sobre gravidez e sua decisão de que ira criar sozinha a criança que está esperando, entretanto ela faz isso de forma inusitada, faz por meio de uma carta... E é por meio de cartas que a história da gravidez dela passa a ser contada.

Resenha: Herdeiros do Trono, de Elysanna Louzada





Título: Herdeiros do Trono, Vol. 1
Autor(a): Elysanna Louzada
Editora: Ases da Literatura
Páginas: 352
Ano: 2013
Skoob | GoodReads
Compre: Buscapé | Submarino
PETRA é um mundo, moldado pelo Deus Criador, a partir da energia cósmica do universo, em que doze reinos foram unidos para serem governados por um único rei e uma única rainha. Justiça, amor e obediência as Leis da Criação eram os requisitos necessários a esses governantes. Enquanto essas virtudes permanecessem intactas, Petra seria um lugar de Paz. Uma guerra pelo poder, deflagrada pela Primeira Rainha, no entanto, abalou o Reino Unido. O Primeiro Rei e seus fiéis cavaleiros derrotaram a monarca, mas o equilíbrio inicial não poderia ser novamente restabelecido sob as mesmas bases.
Milênios se passaram e as histórias dos Cavaleiros Sagrados foram tomadas como narrativas fantásticas. De todas as tradições esquecidas, entretanto, uma permaneceu intacta: todo monarca de Petra precisava sagra-se cavaleiro para ser coroado. Por isso, uma única instituição no Reino Unido atravessou os milênios, inabalável: a Academia de Cavaleiros. Uma escola militar na qual Pedro, Eloise e Isabel sonhavam estudar. Ao contrário de Tommy, um jovem pugilista, que desprezava a instituição.


Herdeiros do Trono, Vol. 1 até tinha potencial para contar uma boa história de fantasia, mas é tão sofrível de se ler que acaba perdido em seus vários defeitos.

A técnica "não conte, mostre" foi invertida aqui, o que não seria necessariamente ruim se a escrita não fosse tão alongada, ao ponto de levar dois ou mais parágrafos para explicar algo que caberia numa simples frase. Tudo é descrito minuciosamente, desde a paisagem, que têm todos os seus micro detalhes revelados (para quem já leu Tolkien é um estilo parecido, só que sem a capacidade de te transportar para o lugar, característica dele) até os próprios sentimentos dos personagens, o que ironicamente faz com que eles pareçam artificiais e sem vida.

Resenha: Ligue os pontos, de Gregorio Duvivier



Título: Ligue os pontos - poemas de amor e big bang
Autor(a): Gregorio Duvivier
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 88
Ano: 2013
Skoob | GoodReads
Compre: Buscapé | Submarino
Com mais de 400 milhões de visualizações em pouco mais de um ano, os vídeos do coletivo Porta dos Fundos transformaram a maneira de fazer rir no Brasil. Um dos maiores responsáveis por esse sucesso é sem dúvida o ator e roteirista Gregorio Duvivier, que tem revelado grande habilidade em transformar a tragicomédia da vida contemporânea numa provocativa salada de gags que misturam absurdo e realidade. Ligue os pontos mostra que, para além da prosa humorística, o tratamento lúdico das palavras pode render poesia de qualidade. Refinada no curso de Letras da PUC-Rio - e elogiada por autoridades como Millôr Fernandes, Paulo Henriques Britto e Ferreira Gullar -, a escrita poética de Duvivier tem foco na importância descomunal dos momentos insignificantes do cotidiano. Flashes pungentes e irônicos da adolescência - o autor é um expoente da 'geração do bug do milênio' -, o mistério da criação, as palavras e suas relações inusitadas, a experiência do amor vivido enfim como gente grande, a transitoriedade de tudo - tendo a geografia sentimental do Rio de Janeiro como pano de fundo, a constelação de poemas de 'Ligue os Pontos' revela uma dicção marcadamente individual, que flerta, contudo, com o melhor da tradição carioca nonchalante, e extrai do dia a dia compartilhado imagens de desconcertante beleza.




Bom, eu nunca fui muito fã de poesias. De vez em quando, eu escrevia algumas, mas não tinham nem pé nem cabeça e as deixava guardadas, sem mostrar pra ninguém. Isso já se fazem dois anos e até hoje, eu não aprendi como fazer uma. Risos. A poesia em si não foi um motivo para eu ler o livro, e sim o próprio Gregorio, que é altamente genial em todas as coisas que faz. Os roteiros e a atuação no Porta dos Fundos, os textos na Folha, tudo isso mostra o talento do cara. Não foi muito diferente nesse livro. A poesia de Gregorio é muito boa. Despretensiosa, bela e harmoniosa. Simples, fluida e nobre. 

Resenha: O acumulador de troféus, de Camila Monteiro




Título: O acumulador de troféus
Autor(a): Camila Monteiro
Editora: Boêmia Urbana
Páginas: 297
Ano: 2013
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Em uma pacata cidade do interior de Goiás, chamada Estrada Nova, uma família vive um drama doméstico em uma das maiores fazendas do estado. Maria vive em um casarão antigo com suas duas filhas e um marido extremamente violento, conhecido por todos como Coronel. Com o crescimento da cidade, surge em meio a outros, um comércio em especial. O dono, chamado Geraldo, é um homem divertido que chegou à pequena cidade goiana para mudar sua vida, quando abriu o Armazém do Geraldo ao lado do Casarão do tal Coronel. Maria e Geraldo tornam-se amigos, despertando a ira e os ciúmes do marido, e após mais uma de suas brigas brutais que levou marido e mulher ao hospital, Maria vê sua vida se transformar completamente. O temido Coronel desaparece misteriosamente do quarto que estava internado, iniciando um rastro de mistério que cerca a família e o casarão. Cadáveres aparecem próximos à casa sem motivo aparente, coisas somem e barulhos assustam cada vez mais, transformando a pequena cidade sempre tão pacata em um cenário de filme de terror. Dois policiais passam a dar apoio em tempo integral à essa pequena família; um deles, muito experiente, toma a frente das investigações e acaba se tornando algo mais do que um simples investigador para Maria e para sua irmã Dani, que inesperadamente aparece para ajudar. Em quem Maria deve confiar agora? Um final inesperado liga todos os fatos de maneira surpreendente.


Posso dizer que 2013 não foi um ano de muitos livros nacionais pra mim. Mesmo eu tendo muitos livros de autores brasileiros na estante, poucos tiveram a oportunidade de sair de lá mas não tem um motivo específico para isso já que tenho vários títulos bacanas na minha estante me aguardando. Em meio a esse jejum surgiu a oportunidade de ler O acumulador de troféus, que foi uma agradável surpresa.

Resenha: Espero Alguém




Título: Espero Alguém
Autor(a): Carpinejar
Editora: Bertrand Brasil
ISBN: 9788528616941
Páginas: 336
Ano: 2013
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Com "Espero alguém", Carpinejar, mais maduro, tanto profissional quanto emocionalmente, apresenta crônicas escritas após um período difícil de sua vida: o abandono pela mulher amada. Com textos emocionantes, sinceros e, também, engraçados, o autor comprova que ninguém esta preparado para uma separação.
"Espero alguém" trabalha as duas separações do autor. Começa triste e, ao longo das paginas, o ânimo vai melhorando. No final, o alívio. As crônicas tratam da retomada – a superação do luto – provando que tudo passa. Um novo amor é quase uma certeza. E, se você não amar esse amor mais do que amou o que veio antes, provavelmente amará mais a si mesmo.
Carpinejar mostra também as contradições do relacionamento: o que cada um precisa e pode fazer pelo outro. A importância da sedução mútua e a convivência com as críticas. Além disso, dá conselhos, como: “não fale mal até vinte dias após o termino. Se reatar, você estará desacreditado.” “Estou solteiro de novo. Ela se separou de mim, eu não me separei dela. E o pior que sou escritor, trabalho em casa. Não conto com um escritório para fugir e mudar de assunto.
Identifico sua falta a todo instante. Meu coração é um cativeiro.” (Carpinejar)

Apesar de adorar crônicas, ultimamente tenho negligenciado a leitura delas e sem dúvida Espero Alguém foi uma bela maneira de me redimir, tanto que acabei lendo duas vezes antes de escrever essa resenha, rs. A escrita de Carpinejar me toca não é de hoje, sempre li um texto aqui e outro ali, mas nunca tinha parado para ler um livro repleto de suas crônicas mesmo sabendo da quantidade enorme de livros que ele publica.

Espero alguém que ponha bilhetinhos dentro daqueles livros que vou ler até o fim.
Página 13

Resenha: Azar o Seu




Título: Azar o seu
Autor(a): Carol Sabar
Editora: Jangada
ISBN: 9788564850361Páginas: 368
Ano: 2013
Compre: Buscapé
Skoob | GoodReads
Bia está parada num engarrafamento no Rio de Janeiro, pensando em sua vida azarada. Sem emprego, atolada em dívidas, ela não imagina que está prestes a viver a grande coincidência da sua vida. O motorista do carro ao lado está buzinando, tentando se comunicar com ela, como se fosse um velho conhecido... E ele é! Mas Bia não o reconhece. E como poderia? Ele é um homem, não mais o garoto de dez anos atrás. Está mais encorpado, cortou o cabelo, livrou-se do aparelho nos dentes e das espinhas do rosto, está tão diferente, tão lindo... O motorista sai do carro, mas não tem tempo de se explicar, pois começa um violento tiroteio e eles têm que se jogar lado a lado no asfalto. Certa de que está prestes a morrer, Bia entra em desespero e se prepara para dizer suas últimas palavras, na esperança de que o suposto desconhecido deitado ao seu lado possa levar um recado a Guga, seu amor da adolescência, sem perceber que é ele próprio que está ali, ouvindo a inesperada declaração de amor! Os dois escapam juntos do tiroteio e, a partir daí, começam a se envolver, dia após dia... Guga, sem coragem de assumir sua verdadeira identidade. Bia, fascinada por ele e feliz consigo mesma por finalmente estar se apaixonando por alguém que não é Guga... Azar o seu! vai além de uma comédia romântica. É uma reflexão sobre a importância da amizade verdadeira, do perdão e do autoconhecimento, que nos resgata o poder de decidir sem medo e de reverter escolhas que nos impedem de ser feliz.

Ana Beatriz Guimarães - ou apenas Bia para os mais próximos - tem certeza de que é uma azarada em todos os sentidos de sua vida. Aos 25 anos, quando ela já deveria estar mais madura e bem encaminhada financeiramente, sua vida está bem diferente de como ela gostaria por estar desempregada após uma situação completamente constrangedora acontecer no trabalho e ainda solteira por nunca ter superado a perca de Guga, seu grande amor da adolescência que foi para Londres 10 anos atrás em busca de seus sonhos. 

Ela se recusa a acreditar que o destino ainda possa trazer algo bom pra ela e quando o destino coloca Guga em seu caminho no trânsito do Rio de Janeiro quando ambos estão retornando para Minas Gerais, tem a oportunidade de que tudo mude, só que claro que ela não o reconhece já que mudou completamente e pouco restou da aparência daquele garoto que ela amou tanto desde sempre. Ele também não tem coragem de contar a verdade, logo isso desencadeia outras tantas situações entre os dois chegando em um ponto que fica difícil saber quem é o mais azarado agora.

Resenha: Mamãe Bela, Mamãe Fera




Título: Mamãe Bela, Mamãe Fera
Autor(a): Marta Lagarta
Ilustradores: Sami e Bill
Editora: Prumo
ISBN: 9788579270772
Páginas: 24
Ano: 2010
Skoob
Compre: Buscapé | Submarino
Mamãe tem tantos jeitos! Às vezes fica boazinha como uma gatinha, às vezes 
fica tão mandona que parece uma dragona. Como é difícil entendê-la! O humor 
da mamãe sempre muda, mas, com amor e carinho, ela ensina, zela e protege 
todos nós. Mamãe bela, mamãe fera é composto por singelos versos dedicados aos 
pequenos leitores para mostrar a importância dessa figura tão importante para a família.

Aqui estou eu novamente com uma dica de livro infantil. Confesso que esse me atraiu desde a sinopse porque me fez lembrar do meu pequeno que ultimamente tem me perguntado porque eu não posso ser apenas a mamãe legal, já que essa é a que ele "ama mais", rs

Com versos curtos e poéticos, alguns até cheguei a pensar em um ritmo para cantar enquanto lia, a autora Marta Lagarta nos mostra como as crianças enxergam e se sentem confusas com essas variações de humor nas mães de uma forma leve e bem divertida. Além disso, mostra aos pequenos que não só a mãe dele não é uma coisa só, mas a mãe de todo mundo já que tem um livro que traduz o que ele pensa - essa foi uma observação do Arthur enquanto lia, achei válido compartilhar.

Resenha: As MAIS 3




Título: As MAIS 3
Autor(a): Patrícia Barbosa
Editora: Verus
ISBN: 9788576862246
Páginas: 153
Ano: 2013
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Você já ficou tão feliz a ponto de se sentir andando nas nuvens? Nesta história, a Aninha, a A das MAIS, narra o segundo trimestre do primeiro ano do ensino médio. Muitas emoções vão fazer a intelectual do quarteto andar nas nuvens: um novo amor, a estreia como repórter no jornal da escola e um presente inesperado de aniversário. Mas uma coisa está deixando a loirinha preocupada: ela, que sempre gostou de ser mais razão que emoção, percebeu que não pode estar no controle o tempo todo. Andar nas nuvens também é permitido! Perder-se nos próprios pensamentos, rir sozinha ao recordar algum acontecimento, ficar distraída em meio a sonhos e desejos e se lembrar do belo sorriso de um garoto especial… Tudo isso pode fazer muito bem! A Aninha terá, claro, a Mari, a Ingrid e a Susana como companheiras inseparáveis nesta grande viagem que é a adolescência! “Quer descer das nuvens e vir para a terra?!” Quem ainda não ouviu essa reclamação pode ter certeza de que um dia vai ouvir. Antes do que imagina! Escolha a sua nuvem favorita e embarque na mais nova aventura das MAIS!

Esse livro foi cedido para resenha pelo Grupo Editorial Record.
Nesse terceiro volume da série, temos como protagonista a Aninha, letra  A das MAIS que é a nerd do grupo e adora ler. Aninha sempre foi a mais racional do grupo e todas as emoções que está vivendo agora com um novo gatinho que surgiu, vão perturbar sua vida e porque não, ajudá-la a amadurecer. Não que essa seja seu primeiro amor, mas com ele tudo vai ser diferente do que era com Guiga, seu ex que permanece no seu círculo de amigos. Além disso, sua estréia no jornal da escola como repórter, vai trazer algo novo para ela que serão as críticas ao seu trabalho. Claro que não será nada que não seja comum nessa fase da vida e não possa ser superado com a ajuda das amigas e da família. 

Resenha: O portal de capricórnio



Título: O portal de capricórnio
Autor(a): M. R. Olivieri
Editora: Anadarco Editora
ISBN: 9788560137381
Páginas: 200
Ano: 2012
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Tem gente que não acredita em outros mundos, mas na Encosta de Capricórnio existe um portal para um mundo mágico e desconhecido onde a jovem Dru Ruver e seus amigos vivem a maior aventura de suas vidas dispostos a salvar a humanidade. Porque há pessoas nesta vida que têm como habilidade ver o que ainda não foi visto, observando tudo aquilo que acontece sem ninguém notar.

Este livro foi cedido para resenha pela autora.
Dru é uma jovem de 17 anos de idade, filha do oceanógrafo Edgar Ruver e da cinegrafista e fotógrafa submarina Eleonora Ruver. Durante toda sua infância esteve a bordo do veleiro Saint-Exupéry, onde seus pais realizavam pesquisas sobre a vida marítima. Ela perdeu os pais em uma catástrofe náutica, a qual acredita ter sido salva pelo destino, uma vez que, não os acompanhou na viagem fatal, devido a um problema de saúde repentino. Mas foi na Baía Norte, perto do Trópico de Capricórnio, onde costumava passar o inverno, que Dru conheceu Hans, o estrangeiro.
Desnorteada por tantas indagações, Dru ficou andando pelo quarto enquanto as lembranças de Hans pulsavam em sua memória. As lembranças da infância a atormentava, será que ninguém por ali se lembrava dele?...
Página 21

Resenha: Um tango para Alice




Título: Um tango para Alice
Autor(a): Tamara Ramos
Editora: Ársis
ISBN: 9788566766004
Páginas: 140
Ano: 2013
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O destino cruza a vida de duas mulheres completamente diferentes fazendo cair por terra todos os preconceitos morais, os pudores e o bom senso convencional compactuado pela sociedade. Maria, uma mulher aparentemente frágil desprovida de sensualidade e atolada em frustrações, vê sua vida mudar completamente quando observa pela primeira vez uma mulher intrigante dançando o tango numa casa noturna de Buenos Aires. Num impulso instintivo e irracional, Maria deixa seu casamento, sua casa, seu trabalho e seu país para ir ao encontro de Alice, uma prostituta argentina que oferece a ilusão do prazer em troca de dinheiro. Uma jornada em busca do autoconhecimento, a troca de sexos, a integralização do masculino e do feminino num corpo de mulher. Um Tango para Alice abre a caixa preta de nossos desejos mais inconfessáveis levando tanto os personagens quanto o leitor à beira de um abismo profundo. A influência do estudo da psicanálise levou a autora a impregnar a obra de elementos eróticos e a enfrentar seus maiores tabus no campo da sexualidade. Essa obra irá encantar os amantes de Almodóvar e da escritora francesa Anais Nin.

Esse livro foi cedido como cortesia da Editora Ársis (Oitava Rima).

O livro trata das descobertas de Maria, uma jovem que vê sua vida virar de ponta cabeça em sua lua de mel ao vislumbrar uma bela mulher dançar um tango de forma totalmente ousada em Buenos Aires. A forma como a mulher dança e se entrega a deixa tão fascinada que a partir daí, ela não consegue ser mais a mesma com ninguém, nem com ela mesma e, a partir de então, ela já não quisesse mais voltar pra casa e ser a mesma que foi até a ali.
Não há para mim nada mais sensual, intenso e inteiro como o movimento corporal do que um tango argentino.
Página 7